OAB disciplina assédio sexual e discriminação entre profissionais
Infratores poderão ser suspensos por até um ano
Infratores poderão ser suspensos por até um ano
O Estatuto da
Advocacia incluiu, nesta terça-feira (4), assédio moral, assédio sexual e
discriminação na lista de infrações ético-disciplinares previstas na conduta
dos profissionais e sujeitas a penalidade pela Ordem dos Advogados do Brasil
(OAB). A medida está publicada no Diário Oficial da União.
Pela nova lei, as
condutas passam a ser disciplinadas com a suspensão do infrator, que fica
interditado do exercício profissional, em todo o território nacional, pelo
prazo de 30 dias a um ano.
Segundo o
presidente do Conselho Federal da OAB, José Albberto Simonetti, o projeto de
lei teve origem no conselho pleno da instituição, que aprovou a proposta em
março por unanimidade, além de ter sido acompanhado em todos os momentos pela
Comissão Nacional da Mulher Advogada da OAB (CNMA). “Essa medida demonstra o nosso
emprenho em criar ambiente saudável para todos os advogados e advogadas, além
de promover uma atuação mais ética e justa em prol da sociedade”, destacou.
A legislação
classifica como assédio moral comportamentos que exponham estagiários ou
profissionais na prestação de serviço a situações humilhantes e
constrangedoras, capazes de causar ofensa à personalidade, à dignidade e à
integridade psíquica ou física. O assédio sexual inclui conduta de conotação
sexual que seja proposta, ou imposta, à pessoa contra sua vontade e que cause
constrangimento e viole liberdade sexual.
Conduta ativa
Ao classificar a
discriminação, a lei disciplina tanto a conduta ativa, quanto a omissiva, em
relação aos atos constrangedores ou humilhantes que afetem alguém por causa de
deficiência, raça, cor, sexo, nacionalidade ou regionalidade, origem étnica,
condição de gestante, lactante ou nutriz, faixa etária e religião.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva considerou extraordinária a iniciativa da OAB de começar a moralizar questões como essas dentro da própria instituição. “O dia que todo mundo tiver condições de denunciar as formas de assédio a que as mulheres são submetidas, a gente vai descobrir que a gente está vivendo uma situação de anormalidade”, concluiu.
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